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Super-herói Capitão América é morto a tiros

Administrador do Sistema
Categoria: Cultural
09/03/2007



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NOVA YORK - O Capitão América, o herói das histórias em quadrinhos com uma predileção por roupas justas nas cores vermelha, branca e azul - as mesmas da bandeira americana - morreu aos 89 anos, baleado em Nova York, sem deixar esposa ou filhos.
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A revista em quadrinhos contando o trágico destino do super-herói da Marvel chegou às bancas nesta quarta-feira (07). Depois de mais de 65 anos lutando contra bandidos, o Capitão América foi derrubado por um franco atirador na escadaria da Corte Federal de Manhattan.
"Urgente: poucos detalhes são claros no momento, mas a cena em frente à Corte Federal de Manhattan é um retrato do caos e da confusão depois que um ex-super-herói foi baleado", anuncia a Marvel em seu site na internet.

Nascido em 4 de julho

O Capitão América era, na verdade, Steve Rogers, nascido em 4 de julho de 1917, no Dia da Independência americana. Ele foi criado em 1941, mas sem ter superpoderes, parecia pouco equipado para lutar contra o mal em comparação com outros super-heróis como o Superman.
Vestido nas cores da bandeira americana, com um enorme "A" na máscara e um escudo que também servia de disco, o Capitão América era parte do esforço de guerra americano, criado apenas meses antes do ataque japonês a Pearl Harbor.
A primeira capa da revista dedicada às aventuras do personagem o mostrou acertando um soco no rosto de Adolf Hitler. Ele "viveu" seu período áureo depois que os Estados Unidos entraram na Segunda Guerra Mundial, mas perdeu popularidade depois da guerra e foi aposentado nos anos 1950, retornando nos anos 1960. Seus gibis venderam mais de 210 milhões de exemplares, em mais de 70 países.
No entanto, assim como a volta do Superman, depois de ter sido morto em 1993, nada impede que o Capitão América volte à cena.
Um de seus criadores, Joe Simon, de 93 anos, disse ao jornal "New York Daily News" ter ficado triste com o falecimento do personagem. "É um momento péssimo para que vá embora. Nós realmente precisamos dele agora", afirmou.
Leia a seguir uma tradução integral do texto divulgado no site www.marvel.com e creditado ao jornal fictício "Clarim Diário", onde trabalham o fotógrafo Peter Parker - o Homem-Aranha - e o editor J. Jonah Jameson.

'Clarim Diário': Capitão América é baleado e morre
Lenda viva é assassinada nos degraus da Corte Federal


Da equipe do 'Clarim Diário'

Hoje pela manhã, nós noticiamos a tentativa de assassinato de um antigo super-herói. Podemos confirmar agora que a vítima foi identificada como sendo Steve Rogers, também conhecido como Capitão América. Rogers foi declarado morto no Hospital Mercy em decorrência de ferimentos múltiplos nos ombros, peito e estômago provocados por uma arma de fogo.
Relatos de testemunhas dão conta de que o primeiro tiro, que atingiu Rogers no ombro, partiu de um atirador posicionado no alto ou no interior de um dos edifícios adjacentes à Corte Federal. Diversos outros tiros foram disparados durante a comoção - acertando Rogers no peito e no estômago - mas as testemunhas presentes no local, assim como os soldados do Exército que estava escoltando Rogers, afirmaram ter visto apenas um tiro ser disparado.
A identidade do(s) assassino(s) bem como a origem dos disparos ainda não foram revelados. Agentes da S.H.I.E.L.D., do FBI e da polícia local estão trabalhando juntos na investigação e iniciaram a evacuação dos edifícios daquela área. Um porta-voz da S.H.I.E.L.D. se recusou a comentar sobre o tiroteio, e sublinhou que alguns detalhes sobre a investigação seria disponibilizados ao longo do processo.
Rogers, um veterano da Segunda Guerra Mundial que foi considerado desaparecido ao final do conflito, retornou à ação décadas depois e teve papel importante nos primeiros dias dos Vingadores. Ele esteve à frente da liga americana de super-heróis até recentemente quuando abertamente e de modo violento se opôs ao Ato de Registro de Super-Heróis determinado pelo governo dos Estados Unidos. Como Capitão América, Rogers lutou contra as forças Pró-Registro na última semana em Manhattan até se render e se entregar à custódia da S.H.I.E.L.D. Ele estava a caminho de sua audiência quando foi baleado pela manhã de hoje.
Para mais informações sobre o tiroteio, favor ver "Captain America # 25", e para mais informações sobre Capitão América e esses eventos, continue a ler o "Clarim Diário"

Desenhistas acreditam que Capitão América será "ressuscitado"

A morte do Capitão América não pode ser levada muito a sério. Pelo menos esta é a opinião de desenhistas e especialistas em quadrinhos. “A morte como recurso para recuperar as vendas das revistas em quadrinhos está se tornando infelizmente cada vez mais comum”, diz Sidney Gusman, editor do site Universo HQ.
Exemplos não faltam. Até o Superman foi morto, em uma série de 1993. Mas logo depois ele voltou à vida de cabelo comprido e brinco na orelha. Batman não foi morto, mas ficou paralítico por um tempo. O segundo Robin, Jason Todd, não teve tanta sorte e foi assassinado pelo Coringa na série “Morte em família”, de 1998.
“Isto costuma ser mais um decisão corporativa que artística”, diz Marcelo Campos, que chegou a desenhar Capitão América na série “Os vingadores”, no início da década de 90. “Mas não acho que a Marvel seria louca de matar a marca, que é muito poderosa. Isto parece ser mais um golpe de marketing.”
Ziraldo, que fez uma série de desenhos satirizando o super-herói na década de 70, acha que ele teve sua importância durante a Segunda Guerra Mundial, quando foi criado por Jack Kirby e Joe Simon. “Eles ainda tentaram fazê-lo se questionar mais durante a guerra do Vietnã”, lembra.
Para o cartunista Gualberto Costa, o Gual, o Capitão América já estava morto comercialmente. “Depois do Vietnã, o patriotismo exacerbado dele ficou careta.” Gual também acha que a morte do personagem é uma “sacada” da Marvel. “é melhor do que simplesmente cancelar a revista.”
A revista com a morte do Capitão América que chegou nesta quarta-feira (07) às bancas nos Estados Unidos deverá ser lançada em um ano no Brasil, pela editora Panini.

Morte é recurso comum para tirar super-heróis do esquecimento
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Foi como um capítulo final de novela das oito. Nos Estados Unidos, a saga “A morte do Superman”, publicada em janeiro de 1993, atraiu todas as atenções para o super-herói mais importante da DC Comics. A capa rasgada do Homem de Aço balançado com o vento se tornou um ícone pop. E os quadrinhos nunca mais foram os mesmos.
Super-heróis já tinham sido mortos antes, mas ninguém com a importância de um Superman. Foi sua morte que também deixou claro que as histórias em quadrinhos passaram a ser regidas mais pela lógica do mercado do que por decisões artísticas. Depois disso, ficou clara a importância de criar eventos que pudessem atrair a atenção do público.
Antes de Superman, a morte mais polêmica havia sido a do segundo Robin, Jason Todd, na saga “Morte em família”, de 1988. Às vésperas de lançar o filme “Batman”, dirigido por Tim Burton, a DC quis se livrar de Robin. Para isso, criou uma linha promocional para onde os fãs ligariam e decidiriam o destino do jovem herói. Por uma margem minúscula, foi decidido que Robin acabaria assassinado pelo Coringa. Como de praxe, depois Jason Todd foi ressuscitado e se tornou um vilão!
O Lanterna Verde já foi vivido por uma série de personagens. O principal deles, Hal Jordan, chegou a ser o vilão Parallax por um tempo. Enquanto isso, Kyle Rayner tomou seu lugar, que também foi ocupado por Guy Gardner e John Stewart, entre outros.
No universo Marvel, a personagem Jean Grey também enfrentou a morte no auge de um arco de histórias conhecido como "A saga da Fênix Negra". Considerado um clássico dos quadrinhos de super-heróis, o episódio foi recriado no segundo e terceiro filmes da adaptação de "X-Men" para os cinemas.
Outro grupo de mutantes que sofreu perdas foi o X-Force.Em 2001, quase 90% de seus integrantes foram mortos para que a série fosse reformulada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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